Existem muitos motivos pelos quais você deveria ir para a capital chilena e nesse artigo eu reuní as principais dicas de Santiago com tudo que você precisa saber para planejar a sua viagem dos sonhos!
Até porque se você se identifica com um ou mais dos itens listados abaixo, eu digo com toda certeza do mundo: você vai AMAR Santiago!
Por acaso você…
- Tem poucos dias disponíveis para viajar?
- Não quer gastar muito dinheiro?
- Gosta de misturar passeios urbanos e culturais com aventura na mesma viagem?
- Curte um bom vinho?
Um dos destinos preferidos dos brasileiros, Santiago é exatamente assim: eclética e democrática, com capacidade de agradar a todos. Chega mais e anota essas dicas:
1. QUANDO IR?
Santiago é um dos destinos de inverno mais famosos para brasileiros. A proximidade com estações de esqui e o frio mais rigoroso são tudo que os brasileiros mais gostam nas férias de inverno.
Mas é importante mencionar que não neva na cidade, ok? A neve por lá é bem rara, e já faz bastante tempo que nevou pela última vez.
Se você quiser esquiar nos Andes, ver a neve nas montanhas e curtir um inverno delícia com bons vinhos e boa gastronomia, vá entre os meses de junho e setembro. Essa é a alta temporada da cidade e é quando você aproveitará tudo o que ela tem de melhor para oferecer aos turistas.
Porém, ir no verão ou na meia-estação pode ser ótimo também. O fato de ser baixa temporada, além de deixar os preços mais baixos, favorece alguns passeios e experiências na cidade que ficam ainda mais legais nessa época do ano. Fui exatamente nessa estação e não me arrependi.
Quer saber como é a cidade no verão? Veja esse post: Vale a pena ir para Santiago no verão?

2. QUANTO TEMPO FICAR?
Acredito que em 7 dias você consegue cobrir os principais pontos turísticos e passeios com bastante calma.
Eu fiquei 6 dias e conheci tudo que planejei com bastante calma. Mas é importante mencionar que eu não viajei no inverno, portanto, não precisei incluir dias para esquiar.
Apertando o roteiro dá para conhecer a cidade em menos de 5 dias. Mas nesse caso, você teria que otimizar os passeios e abrir mão de alguma atração.

3. COMO CHEGAR?
Santiago fica a apenas 4 horas de voo do Rio de Janeiro ou de São Paulo e diversas companhias aéreas oferecem voos diretos para lá.
Para ir do aeroporto até sua acomodação, existem vários táxis credenciados do próprio aeroporto que cobram um valor fixo para cada bairro da cidade e deixam pagar com cartão de crédito internacional.
Como eu cheguei sem dinheiro trocado, essa foi a opção que eu escolhi e deu tudo certo. Na época paguei 25.000 pesos até San Isidro, bairro onde eu estava hospedada (lembrando que fui em 2019).
Outra possibilidade é pegar aplicativos como Uber ou Cabify (na época que eu fui esse segundo funcionava super bem), ou a opção mais confortável na minha visão, que é contratar um transfer local.
4. ONDE FICAR?
Ao planejar sua viagem e buscar as melhores dicas de Santiago, a escolha do bairro é fundamental. Veja as principais opções:
- Providencia: O bairro queridinho dos brasileiros. É onde a maioria dos turistas fica hospedada. De fato, é um dos melhores bairros da cidade, próximo a bons restaurantes e shoppings, mas eu particularmente achei um pouco longe dos principais pontos turísticos e não sei se compensa.
- Bella Vista e Lastarria: Concentram a vida noturna e descolada da cidade. A maioria dos restaurantes, bares e baladas fica por lá. Enquanto Bella Vista é mais jovem e agitada, Lastarria é mais boêmia e alternativa, com muitos hipsters e artistas mostrando seus trabalhos na rua. Ficam bem pertinho do centro e possuem estações de metrô próximas, mas podem ser mais caros que a média.
- Centro e San Isidro (Custo-benefício): Eu fiquei hospedada em San Isidro. Não é o bairro mais óbvio para ficar, mas se você procurar no Airbnb, vai notar que a maioria das opções fica por essa região e os hotéis costumam ser mais baratos por lá.
A minha rua ficava bem em frente à entrada do Cerro Santa Lucía e tinha uma estação de metrô ao final dela. Consegui conhecer a maioria das atrações turísticas a pé ou de metrô, o que para mim é muito vantajoso.
O único problema é que a noite por ali não é muito movimentada. Mas como fica bem próximo dos bairros de Bella Vista e Lastarria, o Uber sempre dava o preço mínimo. No fim, achei que foi um excelente custo-benefício.

5. COMO SE LOCOMOVER?
Andar de metrô em Santiago é bem fácil, e acredito que essa seja a melhor forma de se locomover na cidade. Por isso, ao buscar sua hospedagem, é importante que você repare se há alguma estação de metrô por perto.
Além disso, existem várias estações de bicicleta do Itaú espalhadas pela cidade, iguais às que vemos aqui pelo Rio de Janeiro. Se você curte passear de bike, essa pode ser uma opção legal para conhecer a cidade também.
Durante a noite, recomendo pegar um Uber ou Cabify, ambos os aplicativos funcionam muito bem na cidade.
6. ONDE COMER?
Comer bem no Chile pode ser um pouco caro. Mas sempre têm aqueles fast-foods básicos que nos salvam nos momentos de economia, como McDonald’s, Burger King, Subway, etc. Eu comi em um chamado Papa John’s, que era de pizza e era bem gostoso!
Mas o que não falta em Santiago são bons restaurantes, principalmente se estiver disposto a gastar um pouco mais nas refeições. Veja aqui dicas de alguns restaurantes que eu fui na cidade.
Além disso, Santiago possui também uma das melhores sorveterias do mundo — mais especificamente, uma das 25 melhores, como deixa bem claro seu slogan. Chama-se Emporio La Rosa e é possível encontrar uma de suas lojas em vários cantos da cidade.
O sorvete mais famoso é o de rosas, que inclusive leva o nome do local. Eu não experimentei porque não costumo gostar desse sabor, então acabei provando um clássico cookies & cream mesmo e estava bem gostoso!

7. O QUE FAZER?
Como comentei lá no início, Santiago é uma cidade bem eclética e oferece passeios tanto urbanos quanto mais aventureiros.
Dentro da cidade, é possível conhecer vários parques e “cerros” (morros de onde se tem belas vistas da cidade), museus, restaurantes, bares e shoppings. Os passeios turísticos mais famosos são: Cerro Santa Lucía, Cerro San Cristóbal, as casas-museu do Pablo Neruda, Palacio de la Moneda, Patio Bella Vista e o Sky Costanera.
Ainda dentro da cidade e nos arredores existe uma grande oferta de vinícolas, ótimas para conhecer um pouco mais da produção de vinhos e fazer degustações. As mais famosas são a Concha y Toro, Undurraga, Santa Rita e Cousiño Macul.
Fora de Santiago, recomendo fazer um bate-volta até cidades próximas como Valparaíso e Viña del Mar, e também alguns passeios na Cordilheira dos Andes.
Os mais famosos são as estações de esqui do Valle Nevado e de Farellones, além do Cajón del Maipo, onde estão localizados o Embalse el Yeso, as Termas Coliñas e os Baños Morales.

8. QUAL MOEDA LEVAR?
Essa é uma das maiores dúvidas que surgem quando vamos viajar para um lugar fora do Brasil. Será que é melhor levar dólar, real, a moeda local?
No caso de Santiago, a melhor opção é levar real e trocar por peso chileno lá mesmo. Existe a opção de levar dólar também, mas com o câmbio atual, não creio que compense fazer essas duas trocas.
Chegando em Santiago, o melhor local para trocar dinheiro é na Calle Agustinas, no centro da cidade. Nessa rua tem várias casas de câmbio e você consegue comparar e escolher a que tem a melhor conversão. O ideal é que essa seja a sua primeira parada quando chegar na cidade.
Eu cheguei num sábado e encontrei algumas lojas abertas até 18h. Se você chegar num domingo, minha sugestão é trocar apenas uma pequena parte do dinheiro aqui no Brasil ou no aeroporto, pois as lojas do centro estarão fechadas.
Quer ler mais dicas sobre Santiago do Chile? Veja também esses posts:
- Vale a pena ir para Santiago do Chile no verão?
- Dicas de restaurantes em Santiago do Chile
- Roteiro de 6 dias em Santiago
Esperamos que essas dicas de viagem para Santiago ajudem você a organizar uma viagem inesquecível!
Ficou com alguma dúvida sobre hospedagem, passeios ou câmbio? Deixe seu comentário aqui embaixo que eu te ajudo!

