Quer conhecer Visconde de Mauá no Rio de Janeiro, mas não sabe muito bem o que fazer por lá? Então esse post é para você! Preparei uma sugestão completa de roteiro de 3 dias em Visconde de Mauá, incluindo as melhores cachoeiras da região e um dia de passeio na vila de Penedo.
Visconde de Mauá é uma pequena cidade localizada na divisa do Rio de Janeiro com Minas Gerais, a apenas 200km de distância da capital carioca. Próxima ao Parque Nacional de Itatiaia, é o destino ideal para quem quer relaxar na natureza em um fim de semana ou feriado prolongado.
Confira abaixo o passo a passo para aproveitar ao máximo a sua viagem!
DIA 1: Circuito das Cachoeiras
Nesse primeiro dia de viagem, a ideia é fazer uma rota entre as principais cachoeiras de Visconde de Mauá. De carro, basta subir a RJ-151 em direção à Vila da Maromba. A entrada para as atrações fica uma após a outra ao longo da via.
- Cachoeira de Santa Clara: A primeira da rota tem a entrada sinalizada por uma placa escrita “Vale da Santa Clara”. É uma das mais frequentadas da região — recomendo dar uma passada antes de seguir para as outras!
- Cachoeira do Véu da Noiva: É uma das mais altas da região e possui uma queda d’água perfeita para um banho revigorante, além de render belas fotos. Um detalhe prático: não tem muito espaço para estacionar ali na frente. Nós deixamos o carro no quintal de uma casa simples logo ao lado da entrada da trilha (cobraram uma taxa bem acessível). A trilha é super fácil e curtinha!
- Poção da Maromba: Voltando para a estrada, essa é uma das mais famosas da região e costuma ficar bem cheia. Nela você pode pular de uma plataforma de pedra com cerca de 7 metros de altura (eu não tive coragem, mas quem tiver, boa sorte!). O acesso é facílimo: tem um pequeno estacionamento em frente e não precisa fazer trilha.
- Cachoeira do Escorrega: Subindo mais um pouco a RJ-151, você chega à cachoeira mais famosa da cidade. Dá para perceber que está chegando pela fila de carros na lateral da rua. Dica importante: tome cuidado onde estaciona! É bem fácil levar multa por parar em local proibido na via (nós levamos, rs).
A Cachoeira do Escorrega é a que conta com a melhor estrutura. Na entrada há lojinhas de artesanato e lanchonetes, e lá dentro funcionam dois restaurantes grandes — um deles com deck de frente para a queda. A boa é escorregar na pedra lisa e depois almoçar com essa vista. Provamos uma truta na pedra acompanhada de arroz, feijão e batata frita que estava deliciosa!

Onde jantar em Maringá
Na hora do jantar, recomendo ir até a Vila de Maringá. Nós optamos por comer no Maison de La Fondue, que na nossa pesquisa apresentou o melhor custo-benefício. Escolhemos a sequência tradicional (carne e frango na pedra com molhos e legumes, fondue de queijo e fondue de chocolate com frutas) e fomos muito felizes!
DIA 2: Trilha do Vale do Alcantilado
O Vale do Alcantilado é uma propriedade privada que conta com um circuito estruturado passando por 9 cachoeiras diferentes. O local cobra uma taxa de entrada (paga em dinheiro ou cartão).
Como chegar ao Vale do Alcantilado
Saindo de Maringá, siga a RJ-151 em direção à vila de Mauá. Fique atento, pois a entrada fica do lado esquerdo da estrada e pode não ter uma placa tão ostensiva. Dica de ouro: ligue o Waze antes de sair da pousada usando o wi-fi ou salve a rota antes de sair, pois o sinal de celular é inexistente na estrada.
Entrando à esquerda, são cerca de 3 km em estrada de terra até a recepção do Vale. Chegando lá, você encontrará um estacionamento amplo e uma lanchonete com wi-fi e água. Recomendo comprar sua garrafinha ali mesmo, pois não há pontos de venda durante o percurso.
Como é a trilha e o que esperar
Na entrada, pegue o mapa impresso para acompanhar os pontos. O nível geral da caminhada é fácil, mas pode ser cansativo para quem não tem o hábito de fazer trilhas.
- A Gruta do Granito é, disparada, a parada mais legal de todas!
- A Cachoeira do Alcantilado (a última do circuito): Ela fica no ponto mais alto e é apenas contemplativa (não dá para banho). A vista do mirante intermediário é bem mais bonita que o topo em si. A última subida é a mais puxada, então se já estiver cansado, avalie se vale a pena ir até o final.
Na volta da caminhada, aproveite para descansar nas mesinhas do gramado e provar o tradicional pastel de truta na lanchonete do local.

Tarde e noite em Maringá (Lado Mineiro)
Voltando para a vila, vale dar uma passada no Biergarten (no lado mineiro de Maringá) para tomar uma cerveja artesanal e provar o risoto de cogumelos do restaurante Champignon, que fica ao lado.
Para o jantar, uma excelente pedida são os caldos e cremes do bistrô Uai, Tchê — o creme de batata e o de mandioca com queijo são sensacionais!
Dica extra de compras: Aproveite o tempo livre na vila para olhar as lojinhas de roupas de frio. A qualidade das peças é excelente e os preços costumam ser bem mais em conta do que nas capitais!
DIA 3: Bate e volta ou parada em Penedo
Para fechar o seu roteiro de 3 dias em Visconde de Mauá, a minha sugestão é aproveitar o último dia para conhecer Penedo antes de pegar a estrada de volta para casa. A cidade fica a apenas 30 km de distância de Mauá e oferece ótimas opções culturais e gastronômicas.
O que fazer em Penedo
Comece o passeio pelo centrinho histórico na Pequena Finlândia. Por ser a única colônia finlandesa do Brasil, a arquitetura e o turismo da cidade carregam bastante dessa herança cultural. Lá você encontrará a Casa do Papai Noel, fábricas de chocolate artesanal e sorveterias típicas.
Caminhar pelo centro leva em torno de 1 hora. Como Penedo é uma cidade mais estruturada e urbana que Visconde de Mauá, a oferta de lojas, bares e restaurantes é bem ampla.
Para o almoço, recomendo fortemente o restaurante Jardim Secreto. Ele fica a cerca de 15 minutos de carro do centro comercial, conta com um ambiente super charmoso em meio ao verde e a gastronomia é impecável.

(Caso prefira não esticar até Penedo, a alternativa é aproveitar o último dia para conhecer outras cachoeiras de Visconde de Mauá que ficaram de fora do primeiro dia ou encarar a trilha da Pedra Selada).
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