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Roteiro de 4 dias em Florianópolis: do norte ao sul da ilha

Quer conhecer a famosa Ilha da Magia e não sabe como organizar os seus dias por lá? Montei esta sugestão de roteiro de 4 dias em Florianópolis com o itinerário que fiz dividindo a viagem de forma prática: primeiro explorando o Sul da ilha, depois o Norte e finalizando na charmosa região Leste.

Apesar de parecer pequena no mapa, Florianópolis é uma cidade grande e com trânsito intenso principalmente em épocas festivas e no verão. Por isso, a melhor estratégia para otimizar tempo é focar em uma região da ilha a cada dia, para reduzir ao máximo o tempo com deslocamento.

Confira abaixo o passo a passo completo para curtir a viagem ao máximo!

Dicas práticas para a sua viagem a Florianópolis

  • Aluguel de carro: É super recomendado alugar um carro para fazer este roteiro com liberdade e chegar facilmente às praias mais afastadas.
  • Hospedagem: Ficar na região do Centro da Ilha ou na Lagoa da Conceição facilita bastante o deslocamento tanto para as praias do Norte quanto do Sul.
  • Época e trânsito: Se for viajar entre dezembro e fevereiro, prepare-se para pegar bastante trânsito nas vias de acesso às praias principais, por isso, a importância de organizar bem a logística do seu roteiro.

Veja aqui nesse post mais algumas dicas para a sua viagem antes de organizar o seu roteiro!


Resumo do roteiro:


Reservei o meu primeiro dia para conhecer a parte de Floripa que eu mais desejava: o Sul da Ilha. Essa é a região que possui as praias mais desertas e cenários quase intocados pelo homem. A sensação era de estar em uma vila de pescadores super charmosa, apesar de ter regiões que estão crescendo e se urbanizando bastante, como a do Campeche.

Mas ainda assim, essa é definitivamente é a região mais “roots” da cidade e não pode faltar no seu roteiro de 4 dias em Florianópolis.

Nascer do sol na Praia do Campeche

Para começar a viagem com o pé direito, acordamos antes das 5h da manhã para ver o sol nascer, que durante o verão nasce gigante no mar da Praia do Campeche. Inclusive, é um programa que muitos locais fazem também. Com a ajuda do aplicativo Sun Seeker, vimos o local exato onde o sol nasceria e fomos para lá. Foi lindo demais, valeu a pena madrugar!

Passeio para a Ilha do Campeche

Depois do nascer do sol, fomos rumo à Ilha do Campeche, que fica bem em frente à praia. Arrisco dizer que é o lugar mais bonito e especial de Florianópolis! Além de águas cristalinas, a ilha abriga um sítio arqueológico com dezenas de pinturas rupestres datadas de 5.000 a.C.

Como a ilha é tombada pelo IPHAN, fique atento às regras:

  • Limite de visitantes: Apenas 800 pessoas por dia na alta temporada (dezembro a março) e 770 na baixa.
  • Horário: As visitas ocorrem todos os dias das 9h às 17h, sendo permitido permanecer até 4 horas na ilha.
  • Voucher Ambiental: é necessário emitir um voucher no site oficial da Ilha com antecedência, para garantir seu acesso. Custa R$ 15 reais por pessoa.

Como ir para a Ilha do Campeche

Os barcos saem de 3 pontos:

  1. Praia do Campeche: O trajeto é o mais rápido (10 minutos), porém o mais caro.
  2. Praia da Armação: Trajeto de 30 minutos em embarcações de pescadores, mais acessível que o primeiro.
  3. Barra da Lagoa: A opção mais longa e cara, que raramente compensa.

Escolhi sair pela Praia da Armação para economizar e ainda conhecer mais uma praia. Chegamos às 8h30 na Associação de Pescadores para garantir lugar no primeiro barco do dia.

Dica importante: O passeio é super concorrido! O ideal é reservar com antecedência na alta temporada ou chegar ao local de saída antes das 9h.

Ficamos na ilha das 9h45 às 14h. Além de curtir o mar transparente, há opção de contratar trilhas guiadas terrestres e aquáticas. Dica essencial: Levem comida! Só existe um restaurante por lá e obviamente é super caro, não vale a pena.

O mar perfeito e cristalino da Ilha do Campeche!

Mirante Ponta das Campanhas e Balanço do Matadeiro

De volta à Praia da Armação, descobri por acaso um caminho de terra ao lado esquerdo do píer de desembarque. Subi para explorar e cheguei ao mirante Ponta das Campanhas. É um gramado com vista privilegiada tanto da Praia da Armação quanto da Praia do Matadeiro.

E o mais legal: lá existe um balanço pendurado em uma árvore de frente para a Praia do Matadeiro que rende fotos incríveis!

Fim de tarde no Pântano do Sul: Bar do Arante

Para fechar o dia, fomos até a praia do Pântano do Sul para almoçar/jantar no tradicionalíssimo Bar do Arante. A história do lugar é incrível e o peixe frito com pirão é sensacional.

O restaurante é todo decorado com bilhetes de papel que os clientes deixam colados nas paredes e no teto. O cardápio, desenhado por estudantes da UFSC, conta a história do Seu Arante e de sua esposa na década de 50. Não deixe de ler a carta anônima no verso do cardápio, é super divertida!


No segundo dia, explorei a região Leste de Floripa, onde as praias ficam vizinhas umas das outras. É nessa área também que fica o bairro da Lagoa da Conceição, que considero o melhor local para se hospedar na cidade, por ficar bem no centro da Ilha.

Dunas e Praia da Joaquina

Comecei a manhã nas Dunas da Joaquina. A dica é estacionar o carro no asfalto ao longo das dunas, facilitando a subida e a caminhada para a praia depois. A vista lá do alto é incrível e dá para alugar pranchas de sandboard para descer na areia.

Depois, fui caminhando pelo asfalto até a Praia da Joaquina (não invente de ir andando pelas dunas até a praia porque a distância engana e é super cansativo, rs!). A praia tem uma estrutura ótima de quiosques e restaurantes na orla, e pode ficar bastante ao longo do dia.

Praia Mole

Em seguida, fomos para a Praia Mole. Dizem que tem esse nome porque a areia é mole de verdade — e comprovo: é mole mesmo! Como o mar é bem agitado e cheio de ondas, é a queridinha dos surfistas. Nem consegui dar um mergulho de tão forte que estava o mar, mas é perfeita para estender a canga, ler um livro e relaxar por não ter uma orla urbanizada, somente com casas residenciais e alguns poucos hotéis.

Barra da Lagoa e Almoço na Lagoa da Conceição

A parada seguinte foi na Praia da Barra da Lagoa, que tem um mar bem mais calmo e sem ondas (embora seja mais cheia e “muvucada”). Ali fica a sede do Projeto Tamar e o acesso para as piscinas naturais da Barra da Lagoa por trilha.

Como a fome apertou no fim da tarde, decidimos ir para a margem da lagoa e almoçar no Restaurante do Timoneiro, um dos mais bem avaliados da região. O deck com vista é lindo e provamos um camarão empanado com pirão delicioso.

Noite no centrinho da Lagoa da Conceição

Para encerrar o dia, fomos caminhar pelo centrinho da Lagoa da Conceição, recheada de pubs e bares. Basta escolher um e curtir a noite 😉


O terceiro dia do nosso roteiro de 4 dias em Florianópolis amanheceu nublado e com chuva. Tivemos que adaptar o roteiro inicial (que previa passar a manhã em Canasvieiras) e reorganizar os passeios. Por isso, escolhi fazer um pequeno desvio de rota antes de ir ao Norte e passar a manhã passeando por Santo Antônio de Lisboa, que é maravilhoso e com certeza um must-do em Florianópolis!

Manhã em Santo Antônio de Lisboa

Começamos o dia no charmoso bairro de Santo Antônio de Lisboa, onde a colonização açoriana está presente na arquitetura e na gastronomia. Caminhei pela orla, tirei fotos nas casinhas coloridas e visitei a Igreja Nossa Senhora das Necessidades e a Casa Açoriana (galeria de arte ao lado da igreja).

Atenção: A maioria dos restaurantes e lojas do bairro só abre a partir do meio-dia, por isso, recomendo que seu passeio por esse bairro seja para um almojanta de fim de tarde para, de quebra, ver o pôr-do-sol na orla, que é lindo!

Para o almoço, escolhemos o restaurante Villa do Porto, na rota gastronômica da orla. Provamos a iguaria mais famosa da cidade: ostras gratinadas de entrada e risoto de prato principal. Experiência impecável!

Vista da orla de Santo Antônio de Lisboa

Fortaleza de São José da Ponta Grossa

Após o almoço, fomos conhecer a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, localizada na Praia do Forte, em Jurerê. Construída em 1740 para defender a ilha e tombada pelo IPHAN, a fortaleza é gerida pela UFSC.

A vista lá do alto para a Praia do Forte é belíssima. Fica a dica para quem aprecia passeios históricos e culturais!

Passeio por Jurerê Internacional

Finalizamos o dia passeando pelas ruas de Jurerê Internacional para conhecer o Jurerê Open Shopping. Demos uma volta de carro e ficamos impressionados com as mansões incríveis sem muros — parecia que estávamos caminhando por Beverly Hills, rs. Como os beach clubs estavam fechados e a praia vazia devido à chuva, aproveitamos apenas a caminhada pelo bairro.

OPÇÃO DE PRAIA MARAVILHOSA NO NORTE DA ILHA: PONTA DAS CANAS

Caso você tenha mais sorte que eu e não pegue tantos dias de chuva em Florianópolis, sugiro conhecer a Praia Ponta das Canas, bem ao norte da Ilha. Conheci essa praia em outra oportunidade que estive na cidade, e amei! Com o mar calmo, verde e águas mais mornas que o normal, a praia é mais isolada e super vazia. Ótima para quem curte praias mais tranquilas para descansar e apreciar a natureza.


No último dia do roteiro, a chuva continuou e precisamos cortar a visita à Praia dos Ingleses, focando nas atrações culturais do Centro da cidade.

Almoço no Mercado Público de Florianópolis

Começamos pelo Mercado Público de Florianópolis, parando no estacionamento público bem em frente. O mercado é super limpo e organizado, dividido entre a parte interna de boxes/vendas e o pátio externo com mesas.

Fomos almoçar no famoso BOX 32, conhecido por ter o melhor pastel de camarão da cidade (com 100g de recheio divulgados no cardápio!). O pastel de fato é delicioso e super recheado, mas meio caro pelo tamanho, confesso.

Caminhada pelo Centro Histórico

Saindo do mercado, passamos pelo Largo da Alfândega e entramos na Casa da Alfândega, um prédio de arquitetura açoriana repleto de artesanato local.

Seguimos até a Praça XV de Novembro (onde ficam a Catedral Metropolitana e a famosa Figueira Centenária) e visitamos o Palácio Cruz e Sousa, que abriga o Museu Histórico de Santa Catarina. O ingresso custou apenas R$ 5,00 e o interior do prédio é de uma beleza impressionante, com móveis e objetos da época em que funcionava como sede do governo do estado.

Museu Histórico de Santa Catarina

Pôr do Sol na Beira-Mar Continental (Vista da Ponte Hercílio Luz)

Para encerrar nossa viagem e ver o cartão-postal da cidade, pegamos o carro no estacionamento e fomos em busca do melhor ângulo da Ponte Hercílio Luz.

Atravessamos a Ponte Colombo Salles em direção ao continente e fomos até a Avenida Beira-Mar Continental (Avenida Cláudio A. Barbosa). O local possui várias vagas gratuitas de estacionamento na orla. Tiramos fotos, sentamos nos bancos à beira-mar e assistimos ao anoitecer com a vista completa da ponte e do mar. Uma forma perfeita e diferente de encerrar essa viagem incrível por Floripa!

Ponte Hercílio Luz ao fundo

E aí, curtiu esse roteiro de 4 dias em Florianópolis? Veja abaixo outro post com outras dicas da cidade, como o que fazer, onde ficar, onde comer, e muito mais!

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1 comentário

  1. […] as principais regiões e praias da ilha, considerando um roteiro de 2 a 3 atrações por dia. Veja aqui a minha sugestão de roteiro para 4 dias em […]

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