Procurando um destino de serra pertinho do Rio de Janeiro? Localizada a apenas 3 horas e meia de carro da capital, Visconde de Mauá é a escolha perfeita para um final de semana ou feriado prolongado. Nesse post eu reuni dicas práticas sobre as vilas, onde se hospedar, a melhor época e o que fazer pela região. Confira e descubra tudo que você precisa saber sobre visconde de mauá para planejar sua viagem!
Se me perguntarem o que esperar de Visconde de Mauá eu diria: trilhas, cachoeiras e boa gastronomia. Se você curte esses três elementos, não tenho dúvidas que você vai adorar viajar pra lá. O destino agrada tanto quem busca aventura na natureza quanto quem quer apenas relaxar, respirar ar puro e comer bem.
Veja abaixo as minhas dicas para você preparar sua viagem para Visconde de Mauá:
Como chegar?
O acesso à região é feito pela Rodovia Presidente Dutra, onde você deve pegar a saída em direção a Penedo/Visconde de Mauá. De lá, basta seguir pela RJ-163 até o seu destino final. É super fácil de chegar!
Inclusive, uma das coisas mais legais da região é que ela fica bem na divisa do estado do Rio de Janeiro com Minas Gerais. Isso significa que metade da cidade está em solo carioca e a outra metade em solo mineiro.
Existem pequenas diferenças de estilo e clima entre os dois lados, que eu explico logo abaixo!
Entendendo as vilas: onde se hospedar?
Na verdade, Visconde de Mauá é o nome que usamos para resumir um conjunto de 3 pequenas vilas: Mauá, Maringá e Maromba. Mas já adianto que basicamente tudo acontece entre as duas últimas.
- Maringá: É a vila mais movimentada e está dividida entre o lado carioca e o lado mineiro. A maioria das pousadas, lojinhas, bares e restaurantes fica por lá. É onde eu recomendo se hospedar, já que à noite a vila fica cheia e pode ser um pouco chato disputar vaga para estacionar caso precise usar o carro. O lado carioca me pareceu mais animado, com barzinhos, lojinhas e restaurantes simples. Já no lado mineiro, os restaurantes são mais chiques, românticos e um pouco mais caros. Como a vila é pequenina, você atravessa de um lado para o outro a pé e escolhe a vibe do dia na hora!
- Maromba: Fica logo depois de Maringá e é o caminho para as principais cachoeiras. As pousadas aqui ficam mais afastadas e há pouca opção de restaurantes à noite. É o lugar ideal se a sua prioridade for se desligar do mundo e ficar no meio da natureza.
- Mauá: a vila de Mauá é a primeira que você chega vindo do Rio de Janeiro, mas é menor de todas e a mais pacata. Por lá, também existe alguns boas opções de restaurantes e pousadas, mas fica mais distante das cachoeiras e demais atrações da região. Um local legal para conhecer é o
Durante a minha viagem, fiquei na Pousada Verde Novo, uma pousada no meio do burburinho da Vila de Maringá. A localização é ótima, o quarto é confortável e o café da manhã é servido de forma privativa na varanda. Apesar de bem simples, entregou tudo o que precisávamos por um preço justo.
Quando ir?
Qualquer época do ano é boa para visitar a região, mas diria para evitar os meses mais chuvosos (dezembro e janeiro), já que as tempestades podem impossibilitar os passeios de cachoeira. Fora desse período de chuvas fortes, a cidade ostenta aquele clima serrano gostoso em qualquer estação – mas claro que o no inverno o friozinho deixa a viagem ainda mais especial!
Uma dica: nos primeiros finais de semana de maio costuma acontecer a Festa do Pinhão.
É um grande evento local que reúne música, cultura e muita gastronomia regional. A cidade fica super animada nessa época!
O que fazer: cachoeiras, trilhas e a famosa Pedra Selada
O turismo de natureza na região é focado em cachoeiras com quedas d’água incríveis. As mais famosas e de acesso super tranquilo de carro são:
- Cachoeira do Escorrega
- Véu da Noiva
- Poção da Maromba
- Cachoeira Santa Clara
- Cachoeiras do Vale do Alcantilado (nesta última é preciso fazer uma trilha para conhecer todo o circuito, acaba sendo um passeio muito legal de fazer!)
Para os mais aventureiros (e corajosos, rs), outro passeio clássico é subir o pico da Pedra Selada. É possível ir de carro até a base da montanha, de onde começa uma trilha de dificuldade média pra alta de cerca de 3 horas (subindo a 1.775m de altitude).
Onde comer?
Quando o assunto é comer bem, a região se destaca principalmente pela Truta, um peixe de água doce típico dos rios locais. Você vai notar que praticamente todos os restaurantes usam a truta como ingrediente principal.
Dá para provar desde pastel de truta em lanchonetes simples até pratos sofisticados, como risotos e fondues. É tudo delicioso, então não vá embora sem experimentar!
Para curtir a noite, existem alguns barzinhos com música ao vivo, mas acho que o forte mesmo são os jantares gostosinhos nos bistrôs românticos.
Ah e antes de encerrar, uma última dica não menos importante: se você curte fazer umas comprinhas, a vila tem lojas de roupas de frio muito boas e com preços bem mais em conta do que nas capitais. Eu comprei dois casacos de ótima qualidade que uso muito até hoje! Vale a pena dar uma olhada.
Quer ver uma sugestão de roteiro de 3 dias para te ajudar a planejar sua viagem? Entre aqui nesse post!
